Bom senso

0
1183
Bom-senso

Bom senso

É tanto dinheiro roubado, tanta mentira contada por aqueles que um dia acreditamos querer progredir o Brasil. Infelizmente nos deparamos com a triste realidade que quebra inteiramente nossa fé naqueles que um dia pareceram querer nos ajudar.

Mas comecei a pensar se deveria com sinceridade me indignar com tudo o que vem acontecendo, me deparei com as seguintes perguntas: será que eu no lugar de cada um deles não teria as mesmas atitudes? Será que se obtida a oportunidade de agir inescrupulosamente eu escolheria ser ética? E se as possibilidades de ser apanhada fossem mínimas? E se inicialmente fosse apenas uma quantia simbólica, mas logo depois eu me envolvesse por completo?

As respostas não foram obtidas por mim, talvez fosse necessário colocar-me em situações semelhantes para obtê-las. Comecei pensando em coisas pequenas e clichês como furar a fila da cantina da escola, colar na prova, achar uma caneta e não procurar o dono. Mas logo após comecei a me convencer que a ética nunca esteve relacionada apenas a normas impostas, mas a um dever de consciência que visa o bem-estar geral.

Veja também:

Conhecimento VS ignorância

Perspectivas sobre justiça

Na concepção aristotélica há dois termos, os vícios e a virtudes. Os vícios são classificados em dois: vícios por excesso – as paixões – e vícios por falta, ambas são destrutivas, pois apenas o meio termo é equilibrado, então o termo correto seria a virtude. Aristóteles dizia que a felicidade só é alcançada quando encontramos a virtude, ela nos levará a fazer o que é bom, logo, deixa-nos a concluir que, nós sempre buscamos as virtudes.

Eu penso diferente, a maioria de nós buscamos apenas vantagens e status perante qualquer situação. Creio que muitos somos apenas conscientes de que ações geram reações e há riscos de nossa falta de escrúpulos ser descoberta. Penso que antes de cometer qualquer ato ilícito primeiro avaliamos as vantagens das quais poderemos usufruir, o quão necessitamos do que objetivamos e principalmente os riscos dos quais nos expomos ao submetermos a tais situações.

Assim, se as vantagens forem grandes, a necessidade enorme e o risco de ser apanhado for pequeno, não hesitaremos em praticar algum ato corrupto. Mas se os riscos forem grandes, as probabilidades ficam menores. Diminuindo a necessidade, ou a falta dela, também se diminui as chances de praticarmos algo ilícito.

Podemos assim dizer que a necessidade e o risco são fatores essenciais para a pratica de algum ato antiético.

Por fim Aristóteles cita que as pessoas não nascem boas, mas elas podem tornassem através da prática virtuosa. Assim, para ser justo é necessário exercer a justiça, para ser paciente é preciso desempenhar a paciência e constantemente aperfeiçoa-los.

Então percebi que as respostas das quais procurava são momentâneas. Não apenas os fatos externos dos quais me cercam são responsáveis pelos meus atos, mesmo que a minha necessidade fosse atendida, os meus ganhos fossem muitos e os risco de ser descoberta fossem mínimos, a minha pratica de ética não me permitiria ser corrupta.

Cheguei à conclusão que se todos nós estivéssemos a praticar as virtudes – principalmente justiça, respeito próprio e prudência – com certeza teríamos um Brasil bem melhor.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA