Discriminados por opção

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Discriminados

Quem nunca discutiu essa polêmica na roda social que atire a primeira pedra. A verdade é que muitas pessoas estão cansadas de comentar sobre o assunto ou observar discussões frequentes sobre o mesmo.

O assédio da mídia sobre este tema tem despertado o interesse da massa, sem falar nas contraversões existentes entre aqueles se se declaram homossexuais, o que atrai o público com veemência ainda maior.

Há aqueles que declaram já terem sido homossexuais, mas por força de vontade deixaram a prática. Outros ainda que dizem ter nascidos assim, mas temendo a rejeição dos que estão em volta reprimiram esse sentimento para si. Afinal quem tem razão?

Hoje em dia os homossexuais têm ganhado seu espaço, assumindo sua verdadeira afetividade, sendo vistos como “quase normais”, podendo também explicarem sua sexualidade. Tendo em vista as maiores facilidades de encaixe no mundo, testemunhamos a grande onda de “assumidos”, o que não era normal até poucas décadas atrás. Tal fato pode nos levar à um julgamento equivocado dessas pessoas, achando que o modismo gay afeta o mundo atual. Quem pensa assim engana-se enfaticamente, pois esse modismo nos segue desde a Antiga Grécia.

Quem tem curiosidade limitada sobre a homossexualidade vai pasmar ao saber que até a década de 90 ela foi considerada uma doença patológica. Pessoas gays eram sujeitadas a tratamentos depreciativos e cruéis, assim como suas imagens eram extorquidas, sendo vistos como marginais e com maiores tendências a malandragem. Por esta causa a ABGLBT descrimina o uso da palavra homossexualismo.

Segundo o manual da ABGLT, página 11:

“Homossexualidade ao invés de homossexualismo

Em 1973, os Estados Unidos retirou “homossexualismo” da lista  dos distúrbios mentais da American Psychology Association, passando  a ser usado o termo Homossexualidade.

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia formulou a Resolução  001/99, considerando que ‘a homossexualidade não constitui doença,  nem distúrbio e nem perversão’…

Por isso, o sufixo ismo’ (terminologia referente à ‘doença’) foi  substituído por ‘dade’ (que remete a ‘modo de ser’).”

Pensando na situação das pessoas que se assumiam homossexuais antes da década de 90, fica difícil compreender o porquê de serem gays. Será que apenas por prazer? Ou queriam causar? Bem, naquela época preserva-se a boa imagem, muito mais que nos dias atuais, todavia não os impedia de assumirem sua opção. Quem era de família religiosa então! Seriam condenados e não entrariam no céu!? Sem falar nos filhos de pessoas ricas, o que haviam de fazer, assumir sua opção e serem deserdados ou continuarem ricos, casados e omitidos para o resto da vida se contentado com uma pulada de cerca, ou em casos mais extremos com amantes mantidos fora do pais? Será realmente que se todos eles pudessem escolher sua sexualidade prefeririam desafiar as “leis naturais”? E quanto aqueles que repudiam seus pensamentos “ilícitos”, desejando atrair-se por uma garota elevar uma vida “normal”?

Para alguns a sexualidade é uma escolha, para outros ela é uma prisão que desafia seus credos e morais. Sobre a primeira pergunta, receio que os nascidos heterossexuais nunca saberão responder.

Texto escrito por Geovanna Rodrigues

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