E quando meus pais escolhem minha profissão?

Não adianta forçar porque o insucesso de alguma coisa que é forçada, e que aquela pessoa que está iniciando não tem aquele dom natural, aquela facilidade, com certeza, não vai ter sucesso. É um esforço dos pais de forma até negativa

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Imagine que seu pai ou sua mãe queiram que faça uma boa faculdade… porém você tem três opções: Engenharia,Medicina ou Direito… e aí? Por um lado isso se torna ruim segundo uma pesquisa feita pelo Serviço de Orientação Profissional da Universidade de São Paulo  no qual apurou que:

Quarenta e quatro por cento desistiram porque escolheram ao acaso, influenciados pelos pais e amigos ou porque era fácil de entrar; 31% por falta de conhecimento do curso e 13%, por insatisfação com o mercado de trabalho na área.

A participação da família é importante porém não deve ser de forma que obriguea seu filho(a) escolher determinada profissão.

“Não adianta forçar porque o insucesso de alguma coisa que é forçada, e que aquela pessoa que está iniciando não tem aquele dom natural, aquela facilidade, com certeza, não vai ter sucesso. É um esforço dos pais de forma até negativa”, Mônica Zamijovsky, consultora de Recursos Humanos.

No início da adolescência, quando se começa a pensar mais a sério em que profissão seguir, é nessa hora que a influência dos pais cresce bastante. Uma carreira bem-sucedida pode ser uma inspiração muito forte, mas também leva a uma responsabilidade maior.

“Se ele tem o dom, tem facilidades, tem essa paixão, às vezes é mais fácil porque ele começa de um ponto de partida na frente dos outros. Em compensação, ele tem que mostrar muito mais rapidamente um valor e uma capacidade acima da média do que as outras pessoas”, explica Mônica.

E se a insatisfação surgir? Faça uma reflexão profunda. Para ter certeza de que a mudança é o caminho certo a seguir. Trocar de curso ou até mesmo mudar de profissão vai ser um desafio e tanto.

Outra possibilidade bastante concreta é seguir uma nova carreira sem abandonar a antiga, como fez a sergipana: médica, ela é a responsável pelas páginas de cultura do jornal de maior circulação de Aracaju.

Depois de se formar em medicina, Suyene chegou a se especializar em oftalmologia, mas outro desejo profissional falou mais alto.

“Quando eu já estava no último ano da faculdade de Medicina, em 1994, pronta pra entrar no estágio, eu já tinha essa vontade de fazer jornalismo. Então, na verdade, como eu já estava no finalzinho, acho que não valia a pena largar tudo. Terminei, me formei e um ano depois eu ingressei na faculdade, no curso de jornalismo, no qual sou formada há sete anos”, conta Suyene Correia, jornalista e médica.

Então Pais,cuidado!

Créditos no artigo: Larissa Persan,Valeu Brother

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Aluno do ensino médio e colaborador no site planetaescuro.com. Escritor por amor e diversão.Contrário a qualquer agressão feita as mulheres. Futuro Engenheiro Automotivo. Acho que o silêncio é a melhor forma de vencermos na vida

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